Perdemos muitas coisas cotidianamente, chaves estão entre as perdas prediletas. É como se a vida fosse em si a arte de perder, pois basta estarmos vivendo para que as perdas se acumulem e, em certos casos, até transbordem. Perdemos isso e aquilo e seguimos, realizando mais conquistas que, um dia, inelutavelmente, transformar-se-ão em uma nova perda acumulada. Eu mesma sou expert em perder: horário de ônibus, lápis, canetas, até livros estão entre os perdidos prediletos. Mas, há exato um ano, percebi que perder não é tão simples assim, principalmente quando se perde o insubstituível. Não gostava de ir em dia de finados ao cemitério “visitar” meus avós. Isso me remetia sempre à possibilidade de que um dia poderia estar ali visitando meus pais, o que me desesperava: pais tinham que ser para sempre, pensava com minha inocência quase infantil. Neste último dia 02 de novembro, lá estava eu e os meus em frente ao túmulo de meu pai. Inacreditável. Um carro, um traumatismo e a morte levaram o marido de minha mãe, o avó de minha sobrinha, o tio de meus primos, o amigo de todos, o pai de meus irmãos... o meu pai para longe do nosso alcance. Há exatos 12 meses, seu cabelo grisalho, sua voz encantadora, seus versos de cordelista, sua presença sempre solidária e carinhosa deixaram de nos ser companhia. 365 dias passei olhando para o portão, esperando a sua volta. Ouvi o seu arrastar de sandálias, senti sua presença, confundi, várias vezes, rostos de outros que com ele pareciam. Um dia quase abraço um senhor, mas lembrei em tempo: meu pai morreu. Fiquei triste, ficamos todos tristes com certeza. Ele, que tantas vezes me doou tempo e carinho, não está mais aqui. Vou continuar esperando a batida dele ao portão e correrei para abri-lo. Mesmo que saiba que isso jamais vai acontecer de novo, esperar sua chegada já é bom demais, é senti-lo ainda vivo em meu dia. Simplicidade, amizade e generosidade tudo isso seu Antonio da Silva deixou para nós. Todos um dia terão que fazer a irreversível viagem. No dia 17 de novembro de 2009, foi a vez dele. Para nós, terrenos e imperfeitos, uma dor, uma perda; para ele, o momento de encontrar a paz que merecia.
VISUALIZAÇÕES
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
VIVE ILDÁSIO TAVARES
GLOSA

[...]
"Nós somos vida das gentes
E morte de nossas vidas. . ."
Mas em cores diferentes
As danças serão corridas
Não pensem os poderosos
Que as almas nos têm vencidas
Somos muitos e teimosos
Nossas cabeças erguidas
Sob o fardo dos milênios
Marcham tenções decididas,
Várias faces, vários gênios,
todos faces retorcidas, —
Nós teremos a chegança
Será nossa a esperança,
Nós teremos nossas vidas.
No dia 31 de outubro de 1902, nasceu um dos maiores poetas brasileiros: CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE. Hoje, mais de cem anos depois, 31 de outubro de 2010, morre outro grande poeta brasileiro: ILDÁSIO TAVARES. Mas ele, como todos os grandes poetas, VIVE!!!!
PARA LER O POEMA NA ÍNTEGRA: http://www.revista.agulha.nom.br/il3.html#glosa

[...]
"Nós somos vida das gentes
E morte de nossas vidas. . ."
Mas em cores diferentes
As danças serão corridas
Não pensem os poderosos
Que as almas nos têm vencidas
Somos muitos e teimosos
Nossas cabeças erguidas
Sob o fardo dos milênios
Marcham tenções decididas,
Várias faces, vários gênios,
todos faces retorcidas, —
Nós teremos a chegança
Será nossa a esperança,
Nós teremos nossas vidas.
No dia 31 de outubro de 1902, nasceu um dos maiores poetas brasileiros: CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE. Hoje, mais de cem anos depois, 31 de outubro de 2010, morre outro grande poeta brasileiro: ILDÁSIO TAVARES. Mas ele, como todos os grandes poetas, VIVE!!!!
PARA LER O POEMA NA ÍNTEGRA: http://www.revista.agulha.nom.br/il3.html#glosa
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Sophia de Mello Breyner Andresen
Meditação do Duque de Gandia
sobre a morte de Isabel de Portugal
Nunca mais
A tua face será pura limpa e viva
Nem teu andar como onda fugitiva
Se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços
Do teu ser. Em breve a podridão
Beberá os teus olhos e os teus ossos
Tomando a tua mão na sua mão.
Nunca mais amarei quem não possa viver
Sempre,
Porque eu amei como se fossem eternos
A glória, a luz e o brilho do teu ser,
Amei-te em verdade e transparência
E nem sequer me resta a tua ausência,
És um rosto de nojo e negação
E eu fecho os olhos para não te ver.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
No canto da sala
Uma outra hermenêutica do ser sendo
ou
me deixem quieto no meu canto
a Isaac Lago
Não venho aqui falar do ser-em-si de Heidegger tampouco discutir os conceitos de liberdade sartreanos. Hoje não estou a fim dessas profundidades todas. Hoje sou superfície, epiderme. Que nada de subcutâneo me contamine. Cansei de tormentas e susto. Hoje quero a mansidão do não pensar. Em vez de eu ir da Liberdade à Consciência, quero agora apenas ir da Consciência que me perturba a Liberdade de não tê-la. Não desejo me desprender da filosofia por hora por achá-la inútil, mas por vê-la tão útil. Neste momento, não quero nada que externe utilidade: não quero a poesia, não quero linguagem, não quero o saber. Queria mesmo ser aquela tabula rasa que um certo Locke defendia. Vou escrever o “Ensaio acerca do desentendimento humano” que, como eu, não servirá para absolutamente nada. Não me venham com versinhos de grandes poetas, a mim pouco me importa “o engenho e a arte”. Definitivamente, deu-me uma vontade imensa de queimar meus livros e os escritos principalmente. Não estou a fim de ler ou conversar sobre nada. Acho que ligarei a TV nestante. Ela me ajudará bastante. E, se não der certo, vou dormir. Tomara que nenhum sonho engraçadinho venha com elucubrações. Hoje não estou nem para Dali nem para Rubens. Quero o descanso, a paz que só a ignorância é capaz de dar. Entre a livraria e o parque, prefiro o parque. Eu numa montanha russa só me importando em gritar e em descer dali: mais nada! Não me venham com cappuccinos ou vinhos. Se querem me dar algo que me dêem uma carabina... não! muito grande, uma semi-automática. Pronto. Meu mundo por uma semi-automática. “Cogito, ergo sum”?... À merda, Descartes. Cogito e morro. Fim. Romeu por favor... deixa um pouquinho para mim.... Ai meu Deus... por que eu vim parar neste canto da sala? Nívia Maria Vasconcellos
sábado, 26 de junho de 2010
ENTUSIASMO

O encontro segredado no fim do dia
Dos olhares que iniciam um novo drama
Revela no ar o anseio que ardia
E, da pele, entre risos, o desejo se derrama.
Não podia ser o que não era.
Estar ali parecia mais que um risco.
Seu tempo transformou-se na espera
Por aquele momento de abismo.
Vontades mútuas e avolumadas,
Toda ação convertida em cuidado.
Duas alegrias levemente expressadas
No instante em que o corpo é amado.
A paixão se revela e se impõe,
A consciência aparece e maltrata:
O amor... muitas vezes... não basta.
FONTE: http://www.gostodeler.com.br/materia/13018/entusiasmo.html
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Morre o escritor português José Saramago

Morreu nesta sexta-feira (18) o escritor português e prêmio Nobel de literatura José Saramago, aos 87 anos, na cidade de Tías, Lanzarote, Espanha, onde morava desde 1993.
José Saramago havia tido uma noite tranquila e a morte ocorreu por volta das 8h desta sexta-feira, após tomar seu café da manhã ao lado da mulher, a tradutora Pilar del Río. Eles estavam conversando quando o escritor começou a sentir-se mal e logo depois faleceu. Nos últimos anos, ele foi hospitalizado em várias oportunidades, principalmente deivdo a problemas respiratórios.
José de Sousa Saramago nasceu na aldeia portuguesa de Azinhaga, província de Ribatejo, no dia 16 de novembro de 1922, embora no registro oficial conste o dia 18. Filho dos camponeses sem terra José de Sousa e Maria da Piedade, mudou-se para Lisboa aos 2 anos, onde viveu grande parte de sua vida.
O escritor deveria ter sido registrado com o mesmo nome do pai, mas o tabelião acrescentou o apelido pelo qual o chefe da família era conhecido na aldeia, Saramago, que também dá nome a uma planta que serve de alimento para os pobres em tempos difíceis.
Saramago concluiu os estudos secundários em uma escola técnica, mas não pode cursar a universidade por dificuldades financeiras. Sua primeira experiência profissional foi como mecânico. Fascinado pela literatura desde jovem, visitava com grande freqüência a Biblioteca Municipal Central Palácio Galveias, na capital portuguesa. Foi só aos 19 anos, com dinheiro emprestado de um amigo, que conseguiu comprar pela primeira vez um livro.
Além de mecânico, o escritor português trabalhou como desenhista, funcionário público, editor, tradutor e jornalista. Durante doze anos, foi funcionário de uma editora, onde ocupou os cargos de diretor literário e de produção.
Publicou o seu primeiro romance, Terra do Pecado, em 1947. Em 1955, começou a fazer traduções de autores como Hegel, Tolstói e Baudelaire para aumentar os rendimentos. Seu próximo livro, Clarabóia, foi rejeitado pela editora e permanece inédito até hoje.
O escritor só publicaria um novo livro, Os Poemas Possíveis, (1966), dezenove anos depois do primeiro. Entre 1972 e 1973, foi comentarista político do Diário de Lisboa, coordenando durante alguns meses o suplemento cultural do jornal. Em um espaço de cinco anos, publicou sem grande repercussão mais dois livros de poesia,Provavelmente Alegria (1970) e O Ano de 1993 (1975).
O escritor fez parte da primeira diretoria da Associação Portuguesa de Escritores. Entre abril e novembro de 1975 foi diretor-adjunto do Diário de Notícias, quando os militares portugueses, reagindo ao que consideravam os excessos da Revolução dos Cravos, demitiram diversos funcionários. A partir de 1976, o escritor português passou a viver exclusivamente de seu trabalho literário.
No ano seguinte, o autor voltou a escrever romances, gênero que o tornou mundialmente conhecido. A partir desta época, sua produção literária cresce consideravelmente, mas é em 1980 que Saramago dá uma grande guinada em sua produção literária, com a publicação de Levantado do Chão.
Segundo diversos críticos, a obra marca o início do estilo que o consagrou, destacado por frases e períodos extensos, que as vezes ocupam mais de uma página e são pontuados de maneira anti-convencional. Os diálogos entre os personagens costumam aparecer inseridos nos próprios parágrafos que os antecedem, de forma a extinguir o uso de travessões em seus livros.
Com a censura do governo português à apresentação do livro O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991) para o Prêmio Literário Europeu sob alegação de que a obra ofendia os católicos, o escritor mudou-se para a ilha de Lanzarte, nas Canárias.
Em 1993, Saramago começou a escrever um diário, Cadernos de Lanzarote, em cinco volumes. Dois anos depois, publicou o romance O Ensaio Sobre a Cegueira, que foi transformado em filme em 2008, com direção assinada por Fernando Meirelles.
No mesmo ano em que publicou Ensaio Sobre a Cegueira, recebeu o prêmio Camões e em 1998, foi laureado com o prêmio Nobel de literatura, o primeiro dado a um escritor de língua portuguesa.
"Estava no aeroporto prestes a embarcar quando chegou a notícia de que tinha ganho o Prêmio Nobel. Houve um momento de alegria, os meus editores de Madrid, que estavam comigo, abraçaram-me. Depois encaminhei-me na direção da saída e, por mais estranho que pareça, era um corredor muito comprido e deserto. Eu com a minha malinha de mão, com a minha gabardina no braço, passei de repente da alegria enormíssima da notícia que tinha recebido, para a solidão mais completa. Naquele momento a sensação que tive, claro que eu dava por mim numa grande alegria, era uma espécie de serenidade: pronto aconteceu", afirmou o escritor sobre o prêmio.
Considerado por especialistas um mestre no tratamento da língua portuguesa, em 2003 o escritor português foi considerado pelo crítico norte-americano Harold Bloom como o mais talentoso romancista vivo. Seus livros foram traduzidos para mais de vinte línguas, como sueco, romeno e húngaro.
Comunista ferrenho, Saramago teve sua carreira pontuada por polêmicas causadas por suas opiniões sobre religião, terrorismo e conflitos. Em entrevista ao jornal O Globo, Saramago criticou a posição de Israel no conflito contra os palestinos, afirmando que "os judeus não merecem a simpatia pelo sofrimento por que passaram durante o Holocausto".
A Anti-Defamation League (ADL), um grupo judaico que defende direitos civis, caracterizou estes comentários como sendo anti-semitas.
O ano de 2004 destaca-se pela publicação de Ensaio Sobre a Lucidez. No ano seguinte, Saramago escreveu As Intermitências da Morte, em que divaga sobre a vida, a morte, o amor e o sentido, ou a falta dele, da nossa existência, fazendo uma crítica a sociedade moderna.
O escritor lançou também As Pequenas Memórias, em 2006, A Viagem do Elefante, 2008, e Caim, no fim do ano passado. O último retorna ao tema da religião em um romance que lembra seu controvertido O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), obra que despertou forte polêmica em Portugal, país de grande tradição católica.
No início do ano, José Saramago lançou uma nova edição do livro A Jangada de Pedra (1986), que teve toda a sua renda revertida para as vítimas do terremoto no Haiti.
Atualmente estava preparando um livro sobre a indústria do armamento. "Não será sobre o Corão, mas será sobre algo tão importante quanto todos os corões do mundo: por que não há greves na indústria do armamento. Uma greve na qual os operários digam: 'Não construímos mais armas'", afirmou, em entrevista em novembro.
Saramago no cinema
Em 2008, o cineasta Fernando Meirelles fez o filme Ensaio sobre a Cegueira (Blindness), baseado no livro homônimo do escritor, lançado em 1995. A produção abriu o Festival de Cannes do ano em que foi lançada.
Em 2008, o cineasta Fernando Meirelles fez o filme Ensaio sobre a Cegueira (Blindness), baseado no livro homônimo do escritor, lançado em 1995. A produção abriu o Festival de Cannes do ano em que foi lançada.
No elenco estão os veteranos Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover, Gael García Bernal e a brasileira Alice Braga. O filme foi gravado em Toronto (Canadá), Montevidéu (Uruguai) e São Paulo (Brasil).
Família
Saramago casou-se pela primeira vez em 1944 com Ilda Reis, com quem teve uma filha, Violante, que nasceu em 1947. O escritor permaneceu casado com Ilda por 26 anos.
Saramago casou-se pela primeira vez em 1944 com Ilda Reis, com quem teve uma filha, Violante, que nasceu em 1947. O escritor permaneceu casado com Ilda por 26 anos.
Após se divorciar, em 1970, iniciou um relacionamento com a escritora portuguesa Isabel da Nóbrega, que duraria até 1986.
Em 1988, o prêmio Nobel de Literatura casou-se novamente com a jornalista e tradutora espanhola María Del Pilar Del Río Sánchez, com quem permaneceu até a sua morte.
Obras publicadas
Poesia
Os Poemas Possíveis, 1966
Provavelmente Alegria, 1970
O Ano de 1993, 1975
Crônica
Deste Mundo e do Outro, 1971
A Bagagem do Viajante, 1973
As Opiniões que o DL Teve, 1974
Os Apontamentos, 1976
Viagens a Portugal, 1981
Os Poemas Possíveis, 1966
Provavelmente Alegria, 1970
O Ano de 1993, 1975
Crônica
Deste Mundo e do Outro, 1971
A Bagagem do Viajante, 1973
As Opiniões que o DL Teve, 1974
Os Apontamentos, 1976
Viagens a Portugal, 1981
Diários
Cadernos de Lanzarote I, 1994
Cadernos de Lanzarote II, 1995
Cadernos de Lanzarote III, 1996
Cadernos de Lanzarote IV
Cadernos de Lanzarote V
Cadernos de Lanzarote I, 1994
Cadernos de Lanzarote II, 1995
Cadernos de Lanzarote III, 1996
Cadernos de Lanzarote IV
Cadernos de Lanzarote V
Teatro
A Noite, 1979
Que Farei Com Este Livro?, 1980
A Segunda Vida de Francisco de Assis, 1987
In Nomine Dei, 1993
Don Giovanni ou O Dissoluto Absolvido, 2005
Conto
Objeto Quase, 1978
Poética dos Cinco Sentidos - O Ouvido, 1979
O Conto da Ilha Desconhecida, 1997
Romance
Terra do Pecado, 1947
Manual de Pintura e Caligrafia, 1977
Levantado do Chão, 1980
Memorial do Convento, 1982
O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
A Jangada de Pedra, 1986
História do Cerco de Lisboa, 1989
O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1991
Ensaio sobre a Cegueira, 1995
A Bagagem do Viajante, 1996
Todos os Nomes, 1997
A Caverna, 2000
O Homem Duplicado, 2002
Ensaio Sobre a Lucidez, 2004
As Intermitências da Morte, 2005
As Pequenas Memórias, 2006
A Viagem do Elefante, 2008
Caim, 2009
A Noite, 1979
Que Farei Com Este Livro?, 1980
A Segunda Vida de Francisco de Assis, 1987
In Nomine Dei, 1993
Don Giovanni ou O Dissoluto Absolvido, 2005
Conto
Objeto Quase, 1978
Poética dos Cinco Sentidos - O Ouvido, 1979
O Conto da Ilha Desconhecida, 1997
Romance
Terra do Pecado, 1947
Manual de Pintura e Caligrafia, 1977
Levantado do Chão, 1980
Memorial do Convento, 1982
O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
A Jangada de Pedra, 1986
História do Cerco de Lisboa, 1989
O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1991
Ensaio sobre a Cegueira, 1995
A Bagagem do Viajante, 1996
Todos os Nomes, 1997
A Caverna, 2000
O Homem Duplicado, 2002
Ensaio Sobre a Lucidez, 2004
As Intermitências da Morte, 2005
As Pequenas Memórias, 2006
A Viagem do Elefante, 2008
Caim, 2009
Prêmios
Portugal
Prêmio da Associação de Críticos Portugueses por A Noite, 1979
Prêmio Cidade de Lisboa por Levantado do Chão, 1980
Prêmio PEN Clube Português por Memorial do Convento, 1982 e O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
Prêmio Literário Município de Lisboa por Memorial do Convento, 1982
Prêmio da Crítica (Associação Portuguesa de Críticos) por O Ano da Morte de Ricardo Reis
Prêmio Dom Dinis por O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1986
Grande Prêmio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1992
Prêmio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), 1995
Prêmio Camões, 1995
Itália
Prêmio Grinzane-Cavour por O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1987
Prêmio Internacional Ennio Flaiano por Levantado do Chão, 1992
Inglaterra
Prêmio do jornal The Independent por O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1993
Internacionais
Prêmio Internacional Literário Mondello (Palermo), pelo conjunto da obra, 1992
Prêmio Literário Brancatti (Zafferana/Sicília), pelo conjunto da obra, 1992
Prêmio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE), 1993
Prêmio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), 1995
Prêmio Nobel da Literatura, 1998
Portugal
Prêmio da Associação de Críticos Portugueses por A Noite, 1979
Prêmio Cidade de Lisboa por Levantado do Chão, 1980
Prêmio PEN Clube Português por Memorial do Convento, 1982 e O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
Prêmio Literário Município de Lisboa por Memorial do Convento, 1982
Prêmio da Crítica (Associação Portuguesa de Críticos) por O Ano da Morte de Ricardo Reis
Prêmio Dom Dinis por O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1986
Grande Prêmio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1992
Prêmio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), 1995
Prêmio Camões, 1995
Itália
Prêmio Grinzane-Cavour por O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1987
Prêmio Internacional Ennio Flaiano por Levantado do Chão, 1992
Inglaterra
Prêmio do jornal The Independent por O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1993
Internacionais
Prêmio Internacional Literário Mondello (Palermo), pelo conjunto da obra, 1992
Prêmio Literário Brancatti (Zafferana/Sicília), pelo conjunto da obra, 1992
Prêmio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE), 1993
Prêmio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), 1995
Prêmio Nobel da Literatura, 1998
Assinar:
Postagens (Atom)